Associação de Cerâmica Criativa Contemporânea

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sexta-feira, 1 de agosto de 2008

Faleceu Armando Correia - Gazeta das Caldas

Faleceu Armando Correia – um ceramista caldense completo

Faleceu na noite de sábado no Hospital Distrital das Caldas da Rainha, onde havia sido internado há alguns dias, o ceramista caldense Armando Correia. Tendo sido atingido por doença fatal e que rapidamente atingiu os seus órgãos vitais, quis lutar contra a adversidade, antes de ser vencido pela mesma.

Teve um percurso rico e variado na cerâmica e na arte, de que uma amiga e admiradora descreve nesta edição da Gazeta das Caldas. Outros testemunhos chegaram ou foram colhidos pelo nosso jornal junto de amigos e de colegas da sua saga na arte cerâmica. Por absoluta falta de espaço (ligada à publicação de um suplemento especial sobre o 10º aniversário da A8, agendado para este semana com o Região de Leiria), os mesmos serão publicados na próxima edição assim como excertos de uma entrevista que nos concedeu em Agosto de 2005.

A cerâmica caldense fica mais pobre, mas vai guardar um importante espólio e memória da sua obra nos últimos 50 anos. O funeral para o Cemitério de Nª Sº do Pópulo decorreu no passado domingo pelas 16 hortas, numa cerimónia comovente em que lhe foi prestada justa homenagem.

Gazeta das Caldas manifesta à sua família os mais sentidos pêsames.

Em jeito de Biografia… (1)

Armando Correia nasceu a 7 de Novembro de 1936, nas Caldas da Rainha. Seu pai, Avelino Correia, devia o seu nome ao facto de ser sobrinho e afilhado de Avelino Belo, grande ceramista caldense, discípulo de Bordalo Pinheiro. Foi no mais característico meio cerâmico caldense que Armando Correia nasceu, tal como foi cercado da azáfama que envolve o barro que percorreu a infância e a adolescência.

A sua iniciação na cerâmica, como era próprio de quem vivia ligado às empresas de carácter familiar existentes nas Caldas, fez-se desde muito cedo. A escola servia de complemento a uma aprendizagem profissional de carácter empírico e familiar.

Era uma aprendizagem única, gradual, quotidiana: uma aprendizagem feita de experiências de envolvimento afectivo inigualável. Era a criança que observava o cuidado posto pelo pai na pintura metódica e precisa das tradicionais peças decorativas da louça das Caldas. Era a criança que contactava com o grande apuro técnico de quem tem que aplicar o vidrado de chumbo a pincel em pequenas superfícies, deixando entre elas o sulco necessário ao seu natural escorrimento durante a cozedura. Era, afinal, o olhar maravilhado da criança que se espanta com a estranha alquimia que, pela magia do fogo, fazia surgir das peças pardas e cinzentas acabadas de pintar, as mais belas, intensas e variadas cores.

O valor inestimável de uma aprendizagem como esta revelar-se-á ao longo de todo o percurso artístico de Armando Correia, estando bem patente na sua obra a herança de quem nasceu no barro e o barro se habituou a amar.

Ingressou em 1951 na Escola Técnica das Caldas da Rainha, actual Escola Secundária Rafael Bordalo Pinheiro, onde completou em 1955 o curso de técnico de cerâmica. Desta frequência guarda Armando Correia gratas lembranças, destacando de entre os professores que mais profundamente o marcaram, nomes como os de David de Sousa, Jorge Vieira, Melo Júnior, Celestino Tocha e Macário Dinis.

Curiosamente, o seu primeiro emprego, quando terminado o curso, não foi na cerâmica mas na nascente indústria do plástico, na Marinha Grande.

Uma vez cumprido o serviço militar (1957), Armando Correia fixou-se no Alentejo, onde viveu dez anos, dedicando-se ao ensino na Escola Técnica de Viana do Alentejo.

Do Alentejo apreendeu um estado de alma, uma sabedoria difícil de percepcionar noutro lugar, a par de um grande gosto pela paisagem despida de artifícios e de uma profunda identificação e respeito pelas suas gentes, sempre presentes nas conversas com que saudosamente recorda esses tempos. Suponho que se tornou um pouco alentejano também…

Seguiu-se o regresso às Caldas em 1968, onde permaneceu dois anos durante os quais trabalhou por conta própria ou em sociedades pouco gratificantes do ponto de vista financeiro.

Fixou-se então em Alcobaça, tendo trabalhado numa fábrica na Fervença durante cinco anos. Em 1975 foi para Espanha com António Cardoso, também caldense e também ligado à cerâmica desde a infância, a fim de desempenhar funções de director do Departamento de Design numa fábrica de cerâmica nos arredores de Madrid. Lá permaneceu durante cinco anos e assim a Espanha tornou-se outra das suas referências, outra das suas paixões…

Voltou a Portugal e às Caldas em 1980, tendo passado a trabalhar na Secla, onde se ocupou da renovação da secção de moldes. A par desta actividade, começou a fazer regularmente, em atelier próprio, as peças por que é mais conhecido nos circuitos comerciais, peças em barro vermelho representando pequenos animais e pequenas figuras de homens e mulheres – as “Lilis”, as “Nanás”, os “Bonifácios” – de formas arredondadas e generosas, de carácter marcadamente jocoso, mas sempre transbordantes de ternura. São peças que se inscrevem da melhor forma na tradição caldense e que são exemplo real de que não só é desejável mas possível prosseguir uma tradição, renovando-a de forma profundamente criativa.

Armando Correia não se contenta com a preguiçosa repetição de modelos de êxito certo porque obtido por outros no passado, antes busca a sua própria identidade artística, descobrindo em troca as características inconfundíveis da sua arte que fazem com que, face a uma qualquer peça sua, ainda que de nós desconhecida, saibamos dizer sem receio de nos enganarmos: “Esta é do Armando!”

O seu nome surge também ligado à fundação do Cencal, cujo protocolo foi assinado no final do ano de 1981, tendo transitado da Secla para o Cencal onde desempenhou o cargo de chefe do Núcleo de Design até 1991.

Desde os anos 80, 90 desenvolveu com êxito outra faceta da sua obra: a representação cerâmica de presépios e de outros temas religiosos como a Paixão de Cristo, a Anunciação ou a Fuga para o Egipto. (2)

Em 1991 abandonou o Cencal para se dedicar inteiramente ao trabalho de atelier, mas acabou por aceitar o convite feito pela Comissão Instaladora da Escola Superior de Arte e Design para integrar o corpo docente dessa mesma escola.

Armando Correia concentra em si uma curiosa mistura de experiências que vão do ensino, ao qual se dedicou em diversas fases da sua vida, ao trabalho industrial de fábrica e ao trabalho artístico de atelier, para não falar da sua experiência na oficina do pai quando criança. Pode afirmar-se sem fugir à verdade que, por isso mesmo, personifica algo que muito especialmente caracteriza a cerâmica de entre as actividades humanas: a de ser simultaneamente artesanato, indústria e arte, coexistindo nessas suas diferentes dimensões no tempo e no espaço.

Entretanto, Armando Correia alcançou a maturidade expressiva a que qualquer artista aspira ascender. A presente exposição de peças criadas a partir das personagens dos autos de Gil Vicente parece-me ser a prova disso mesmo. Mas, muito há ainda a esperar do artista que já acalenta outro projecto igualmente ambicioso e igualmente inspirado: o de transformar em cerâmica poemas de Pablo Neruda e de Miguel Hernandez numa exposição que se chamará “Pedras do Céu”. (3)

Creio que em arte uma das principais componentes – se é que de “componentes de arte” se pode falar – é a ideia. E que melhor ideia do que esta de materializar em barro personagens de Gil Vicente? Creio também que, tal como os Autos de Gil Vicente significam o encontro da literatura com a vida, perante o nosso atónito olhar se desenrola agora o espectáculo do encontro da literatura com a arte, em forma de figuras em cerâmica, impregnadas de expressividade tal que eu teimo em crer que, através delas, é afinal Gil Vicente que nos espreita!



(1) – O presente texto, numa versão mais alargada, integrou o catálogo da exposição de peças de Armando Correia que representavam personagens dos autos de Gil Vicente. A exposição realizou-se em Sintra, entre 1994 e 1995 e foi organizada por Carlos Mota.

Mais tarde, também os mitos, nomeadamente os da Antiguidade Clássica, foram tratados com grande mestria e criatividade por Armando Correia.

Esta tornou-se uma das originais facetas que mais veio a ocupar o ceramista: destaca-se a parceria que realizou com o poeta Paulo Borges, residente nas Caldas.

Isabel Xavier

PH – Grupo de Estudos

Fonte : Gazeta das Caldas Online

domingo, 27 de julho de 2008

A Cerâmica está de luto



Faleceu Armando Correia no passado sábado 26 de Julho aos 72 anos.
Era um Artista que utilizava a Cerâmica como veículo de expressão. Pintava quadros e desenhava tambem, mas foi através da Cerâmica que se tornou conhecido. Dotado de uma enorme capacidade criativa e uma técnica impar, criava peças de grande beleza que demonstravam uma enorme sensibilidade.

Foi Vice Presidente da Associação de Cerâmica "Colectivo 3 cês" e foi certamente uma referência para muitos ceramistas que tinham grande respeito e admiração por ele e pelo seu trabalho. Ficará na memória daqueles que tiveram o previlégio de o conhecer. A Cerâmica, essa ficará certamente mais pobre.

Texto : Mário Reis

quinta-feira, 5 de junho de 2008

Exposição Lagoa Portátil

Ciclo de exposições a Lagoa na Cidade
Escultura, Cerâmica, Instalação



  • 7 de Junho Caldas da Rainha - Rua Miguel Bombarda
  • 5 de Julho Òbidos - Praça Santa Maria
10h00 - 16h00

terça-feira, 25 de março de 2008

Ciclo de Exposições " Lagoa na Cidade "

Exposição “A Lagoa Portátil”

A Associação “MAR D’ÁGUA”, constituída no ano de 2005, tem como objectivo aprofundar o conhecimento, promover o respeito e divulgar, nos seus mais variados aspectos, a Lagoa de Óbidos.

Nesse sentido e pretendendo posicionar-se como um recurso adicional á disposição da região, tem a “Mar d’Água” procurado juntar e partilhar saberes, fomentar a transmissão de conhecimentos e de experiências adquiridas em torno da Lagoa de Óbidos e promover o encontro de entidades e demais intervenientes apoiando e desenvolvendo as iniciativas que, de qualquer modo, visem a sua divulgação e promoção.

O seu objectivo principal tem sido, portanto, o de divulgar aspectos relativos não só à realidade geográfica e ecológica, mas também histórica e cultural da Lagoa de Óbidos junto das comunidades urbanas, promovendo a sua identificação e divulgação, incutindo o respeito que a defesa dos valores locais lhes deve merecer e apostando no claro reforço de uma cidadania que se pretende que seja cada vez mais consciente e interventiva.

O projecto que esta associação se propôs levar a cabo intitulado “A LAGOA NA CIDADE” integra um conjunto de exposições, umas já realizadas e outras que se propõe ainda realizar, subordinadas ao tema “Lagoa de Óbidos” abordando-o nos seus mais variados aspectos. Assim, em 2006, a “Mar d’Água” organizou duas exposições que intitulou de “A VIDA NA LAGOA” e “IMAGENS DA LAGOA”, tendo sido a primeira constituída pela recolha e divulgação de um conjunto amplo de notícias publicadas ao longo do século XX nos dois principais órgãos de imprensa regional (a “Gazeta das Caldas” e o “Jornal das Caldas”) e a segunda composta por uma série de fotografias, antigas e actuais, cujo tema era também a Lagoa e que estiveram patentes a público em diferentes montras de estabelecimentos comerciais das Caldas da Rainha e de Óbidos.

Em 2007 a associação levou a cabo uma terceira exposição, intitulada “A LAGOA VISTA PELA CIDADE”, desta vez de artes plásticas - desenho, pintura e escultura, recorrendo, novamente, às montras dos espaços comerciais, no centro histórico das Caldas da Rainha.

Para o ano corrente de 2008 pretende esta associação promover uma exposição de rua, de um dia, que envolva a escultura, a cerâmica e a instalação. A exposição, intitulada “A LAGOA PORTÁTIL”, terá lugar nas principais ruas de Óbidos e Caldas.

Convidam-se, pois, todos os artistas que queiram apresentar os seus trabalhos, a participar nesta iniciativa que terá lugar no dia 7 do mês de Junho do corrente ano, podendo eventualmente estender-se a mostra por mais tempo em montras de alguns estabelecimentos comerciais”.

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O regulamento desta exposição é o que a seguir se apresenta:


REGULAMENTO

1º-São admitidos para esta exposição trabalhos de escultura, cerâmica e instalação, cujo tema seja a Lagoa de Óbidos e respeitem, na sua abordagem e tratamento, os objectivos defendidos pela associação “MAR D’ÁGUA”;

2º-Os trabalhos a apresentar devem ser originais e obedecer às seguintes condições:

1. serem apresentados em suporte que permita a sua exposição, protegidos por vidro ou similar se necessário;
2. não terem dimensões inferiores, incluindo o suporte, de 20x20 cm e não excederem 100x100 cm ;
3. as peças deverão ter base adequada que permita a sua exposição e dimensões que permitam o seu fácil manuseamento;
4. serem acompanhados de todos os elementos necessários á identificação do seu autor, da sua morada e número de telefone;
5. serem entregues acompanhados, de fotografia de cada um que permita a sua correcta identificação bem como da indicação expressa da técnica utilizada;

3º- Cada autor não poderá apresentar mais de três obras;

4º- O prazo de inscrição para participação na exposição decorrerá entre 1 de Abril e 10 de Maio do corrente ano;

5º- Os autores das obras que participarem serão contactados pela associação para com esta combinarem a melhor forma de proceder á sua exposição;

6º- As obras expostas só poderão ser levantadas, no final do dia, após o termo da exposição;

7º- Os autores permitirão á associação não só a divulgação da exposição nos meios de comunicação social que a mesma entender por convenientes mas também a eventual realização de um catálogo ou outra publicação de índole semelhante onde possam vir a constar reproduções fotográficas das suas obras;

8º- A associação “MAR D’ÁGUA” reserva-se no direito de proceder à selecção das obras apresentadas.

9º- A associação procurará por todos os meios resguardar os trabalhos apresentados mas não se responsabiliza por quaisquer danos causados durante o evento;

10º- Em tudo o que neste regulamento estiver omisso caberá à associação “MAR D’ÁGUA” decisão plena na prossecução dos seus objectivos sem que, de tal, possa haver claro prejuízo para os autores das obras.


Para qualquer esclarecimento adicional disponibiliza-se o email :

mardagua @netvisao.pt e o número de telefone 967017362.

sexta-feira, 7 de março de 2008

Há uma nova Associação de ceramistas Colectivo Três Cês

Há uma nova associação de ceramistas Colectivo Três Cês, assim se designa a nova associação dedicada à cerâmica contemporânea e que foi criada no início de 2008. Os associados desta nova entidade são ceramistas de vários pontos do país que têm uma cerâmica de autor de qualidade e que preenche os critérios desta nova associação, voltada sobretudo para a contemporaneidade.Os seus membros fundadores são Jean Ferrari (presidente), Armando Correia e Mário Reis(vice-presidentes), Jorge Melo (secretário), Ana Sobral (tesoureira), Carlos Neto e Ana Lousada ( vogais).Entre os objectivos da associação está a realização da próxima Mostra de Cerâmica Contemporânea de São Martinho do Porto e ainda a colaboração com a Câmara Municipal de Alcobaça para organizarem um concurso nacional de cerâmica contemporânea. A exposição das peças seleccionadas irá realizar-se no Mosteiro de Alcobaça. O Colectivo Três Cês tem mantido contactos com a Câmara Municipal de Sintra pois pretende-se organizar um evento semelhante ao de São Martinho, também num espaço central daquela vila.Para mais informações consultar o sitehttp://www.ceramica3cs.com
Gazeta das Caldas - Online

sábado, 15 de dezembro de 2007

Três ceramistas caldenses seleccionados para a Bienal de Aveiro

Os ceramistas locais Ana Sobral, Carlos Enxuto e Mário Reis têm obras presentes na Bienal Internacional de Cerâmica Artística de Aveiro.
Nesta oitava edição do evento estão presentes 102 obras de 83 artistas - nacionais e estrangeiros (Alemanha, Brasil, Bulgária, Colômbia, Cuba, Eslovénia, Espanha, Estados Unidos, França, Hungria, Itália, Roménia, Sérvia, Singapura e Ucrânia).

Ana Sobral tem visto as suas peças serem seleccionadas desde 1997.
Este ano propôs um vestido e uns sapatos de cerâmica. Para esta autora participar neste tipo de eventos “é muito importante” pois ser seleccionada funciona como “uma espécie de certificado de qualidade do nosso trabalho”. Actualmente a ceramista que vive e trabalha na Foz do Arelho dá resposta às encomendas de clientes do Porto e de Guimarães.Mário Reis e Carlos Enxuto estão representados pela primeira vez.

Para o primeiro Aveiro é neste momento “a capital da cerâmica”.
E por isso está muito satisfeito pela sua instalação de 12 cubos em cerâmica ter sido seleccionada. Para este autor é o culminar de um ano “muito bom” pois para além de ser um dos autores presentes na galeria Osíris, tem trabalhos também nas Gaeiras, em Óbidos e em Lisboa.

Carlos Enxuto está presente com uma peça relacionada com o mar. Também este ceramista que vive e trabalha nas Caldas está satisfeito por ter o seu trabalho em Aveiro até porque esta iniciativa “ultrapassa mesmo as fronteiras europeias, pois há autores de todo o mundo”. Com a participação neste evento espera que a sua obra possa ganhar “outra visibilidade”. Além da Osíris, Carlos Enxuto também está a participar na exposição de presépios patente nas Gaeiras e não tem mãos a medir pois as encomendas natalícias “são mais que muitas”. Grande parte dos seus clientes, (individuais e empresas) são de Lisboa.

O vencedor da última Bienal, Heitor Figueiredo, artista convidado deste ano, está presente com uma exposição, "Razões", composta por 38 obras e 15 pequenos quadros com fragmentos de cerâmica. Heitor Figueiredo foi um dos ceramistas presentes na Feira de Cerâmica Contemporânea de S. Martinho e na exposição ibérica que esteve no Centro de Artes nas Caldas da Rainha.

Os vencedores da oitava edição deste concurso internacional foram a ceramista da Sérvia, Jasmina Pejici, com a obra "Growing". O segundo lugar foi para Santa Rita, ceramista português que viu distinguidas as suas instalações “Ovos” e “Raízes” e em terceiro lugar ficou Ricardo Casimiro com “Romance de Cordel em 27 capítulos”. O primeiro autor nacional é artista frequente no certame dedicado à cerâmica contemporânea de S. Martinho e o segundo esteve este ano com uma exposição no Museu de Cerâmica.

Do júri fizeram parte Pedro Matos Fortuna, Francisco Laranjo, João Carqueijeiro e Ana Maria Senos. Das 201 obras de 129 artistas, enviadas a concursos, apurou nas triagens efectuadas, 102 obras de 83 artistas, de 15 países.
A Bienal Internacional de Cerâmica Artística de Aveiro deste ano é acompanhada de outras exposições, nas galerias de arte da cidade, igualmente dedicadas à cerâmica artística.

Este certame está patente no Parque de Exposições de Aveiro, até 30 de Dezembro e pode ser visitado de Domingo a Sexta-feira, das 14 às 19 horas e aos sábados, das 15 às 22 horas (excepto dias 24 e 25 de Dezembro). A entrada custa um euro, no entanto os estudantes e idosos pagam 50 cêntimos. Este ano há visitas guiadas por alunos finalistas do curso de Engenharia Cerâmica e Vidro da Universidade de Aveiro. Gazeta das Caldas - Online

terça-feira, 11 de dezembro de 2007

Quatro Autores Caldenses

Cerâmica Contemporânea
Exposição galeria Orísis Camara Municipal de Caldas da Rainha
de 25 de Setembro a 31 de Dezembro 2007

ANA SOBRAL
BOLOTA
CARLOS ENXUTO
MÁRIO REIS

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